Fim de conferências seria retorno a políticas públicas obscuras
Interromper a política de conferências públicas como modelo de participação social no país significaria um retorno a políticas públicas obscuras e centralizadas do passado. A avaliação é de Kazuo Nakano, especialista em políticas públicas do Instituto Pólis, em relação às críticas do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB), sobre as conferências.
"Seria um retrocesso não ter esses canais. Já vivemos esse momento das políticas públicas obscuras, centralizadas, verticais, de cima para baixo no Brasil e sabemos que não é bom", aponta o arquiteto urbanista do instituto, em entrevista à Rede Brasil Atual.
"Seria um retrocesso não ter esses canais. Já vivemos esse momento das políticas públicas obscuras, centralizadas, verticais, de cima para baixo no Brasil e sabemos que não é bom", aponta o arquiteto urbanista do instituto, em entrevista à Rede Brasil Atual.
Para a assessora do Programa Nacional Direito à Cidade, da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), Regina Fátima
Ferreira, o candidato que aventar a possibilidade de acabar com as conferências será alvo de "uma grande pressão social". "Um candidato a
presidente ou a governador que desconhece esse processo ou não o considera legítimo, é um candidato completamente desarticulado com a
realidade brasileira", afirma. [...]
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